O que que “Issa” companheiro???
Parte II
A literatura popular, riquíssima em expressões proverbiais, possui um ditado que bem ilustra nossa trajetória de reivindicações a favor dos trabalhadores / funcionários públicos: “Água mole em pedra dura tanto bate ate que fura”. É isso ai.
Não negaremos a ideologia do nosso discurso. Não há caminho outro senão o da luta. Somos partículas de átomos lutando contra a matéria bruta do sistema. Assim, retomaremos uma questão já denunciada neste espaço em edições anteriores. Trata-se do caso ISSA.
O Issa (Instituto de Seguridade social de Anápolis) vive tempos de INSEGURIDADE.
Nossos aposentados, homens e mulheres que emprestam suas juventudes, seus labores suas vidas ao serviço publico, não podem, mesmo aposentados, ter a garantia de receber seus merecidos proventos. Está criado o grande mal-estar. Ou melhor, esta se reafirmando o velho mal-estar, companheiro assíduo dos funcionários públicos desde que se estabeleceu a concepção dialética de Hegel (1812): O senhor e o escravo simbolizando as relações do “eu” com o “Outro”.
Nossos colegas “inativos” “na rua, na chuva, na fazenda ou numa casinha de sapé” (kid abelha) que jogaram suas mãos para os céus agradecendo as justas e merecidas aposentadorias são tomados de assombro ao perceberem que estão “enquadrados” numa diferente forma (implantada pela presidência do ISSA) contrariando o que fora acordado na reunião da comissão de enquadramento ocorrida no dia quatorze de abril do corrente ano e constado em ata 003/2010.
Vale ressaltar que a atitude em relação aos assegurados (sem segurança) foi tomada diferentemente do enquadramento dos demais funcionários da administração. O Senhor Dido Gonzaga Jaime e sua assessoria “acharam por bem, enquadrá-los a seu bel-prazer e, de acordo com o que “acharam” ser o correto.
O mais incrível é que o ISSA, órgão representante dos assegurados (sem segurança) vem trabalhando contra os aposentados, numa frieza técnica que assombra.
O ISSA tornou-se órgão soberano, de poder único autônomo e ditatorial.
Nossos assegurados (sem segurança) não cansam e nos procurar, chorosos, copiosos por não terem quem os defenda diante da DECISAO DO SOBERANO. Este conselho posicionou-se como inquiridor sobre o problema e foi buscar respostas no mínimo, plausíveis da parte do Sr. Dido. No entanto, este postou-se radical e reafirmou sua decisão como a única correta. “Os outros estão errados, só nós estamos certos”.
Recorrendo aos provérbios populares perguntamos: “Quem te viu e quem te vê”. Um homem que em tempos não muito idos, gritava palavras de ordem contra a ordem.
Diante do exposto, resta-nos inquirir:
O que que “ISSA” companheiro???
Prof. Ms. Myriam Marques
Presidente do Conselho Municipal de Previdência Social