SINDIANÁPOLIS
SINDICATO DOS FUNCIONÁRIOS E SERVIDORES PÚBLICOS MUNICIPAIS DE ANÁPOLIS
Presidente: Eney de Faria Araújo
NINGUÉM MERECE…
Por Regina de Faria Brito
Esta semana ao acessar o site do judiciário local para saber sobre as ações que o Sindicato deu entrada solicitando a garantia básica dos direitos de todo trabalhador, o pagamento em dia e o cumprimento da lei que garante a publicação do Diário oficial, descobrimos que este último processo está desde abril/2006 nas mãos, ou quem sabe na gaveta, de uma Promotora Pública. Como depois de Einstein tudo é relativo, o tempo também o é. Quatro meses para um Promotor analisar um processo pode ser pouco tempo, mas quatro meses de atraso do salário é muito cruel e também desumano.
O grande interesse do Sindicato em relação a estas ações reside obviamente na busca de uma solução para uma situação que está ficando crônica. O funcionário em sua maioria não engole a desculpa de que a administração não tem dinheiro para pagar. Se os pronunciamentos são verdadeiros, porque então não publicar o Diário oficial? O que, afinal não pode ser publicado? No mês de junho, salvo engano, o Procurador Geral do Município garantiu ao SINDIANAPOLIS que iria cumprir a determinação legal de publicação do Diário oficial, mas como já tornou habitual, a promessa se transformou em risco nágua. Um Município que tem sua arrecadação ascendente ano a ano e que já possuiu exemplos de administrações anteriores que não atrasavam, mas valorizavam o servidor sob vários aspectos inclusive com aumentos (isto há 14 anos atrás). O que mudou? Antigamente não havia esta moda de comissionados com altíssimos salários. Hoje esta é a moeda política onde o mercado é a Prefeitura Municipal.
Fez-se o choque de gestão tão propagandeado como o “milagre das antas”. Rendeu cartas e mais cartas a todo Funcionário Público assumindo o compromisso de colocar os salários em dia; promessas de não mexer na Vpan (Vantagem pessoal adquirida nominal); confrontadas com o acirramento dos atrasos salariais; pilhas e mais pilhas de contratações diárias; aumento de até 60%no salário dos comissionados; projetos de lei aumentando de forma imoral mais 60 novos cargos, contrariando frontalmente o milagroso choque…
Ninguém merece…
Para não fugir ao modelito desta administração, o secretário de desenvolvimento urbano foi na sexta-feira, dia 28 na infra-estrutura no setor João Luis de Oliveira, e de forma arrogante, prepotente e autoritária comunicou que a partir daquele dia as regras eram outras. Em virtude da necessidade de economizar óleo diesel, os ônibus que sempre fizeram quatro viagens fariam só duas e eles teriam que alterar a carga diária de outro para seis horas corridas tendo que trabalhar no sábado para cumprir a carga horária semanal.
Percebemos, então, que não existe mais confiança entre a relação funcionário/gestor público, fator fundamental para qualquer relacionamento equilibrado. Os funcionários entraram em pânico com o sentimento de que o tapete seria logo puxado e de alguma forma este fato justificaria a redução salarial (afinal já fomos traídos por diversas vezes).
Tentamos, em vão, durante todo o final de semana conversar com o Secretario da pasta o eng. Fabio Mauricio, mas na terça feira, dia primeiro de agosto fomos recebidos pelo Secretario de Administração, Saulo, com a gentileza e educação habitual. A partir de sua boa vontade, conseguimos negociar uma condição intermediária entre os anseios da administração e a dos funcionários, mas muito ficou ainda a desejar. Até recentemente estes funcionários tinham o café da manhã, almoço e disponibilidade de ônibus fazendo quatro viagens no dia. A alimentação foi cortada e agora as quatro viagens passaram a ser duas. O secretario Saulo prometeu retornar o café da manha e tentar em um futuro resolver a questão do almoço. Se esta administração fez tanto discurso político com o restaurante popular porque não fazer com o funcionário efetivo? Quando estes que agora estão no poder sentirem a resposta e o peso que o Funcionário Público possui nas urnas, Inês já é morta e não adiantará se arrepender.