Prefeito propõe criar lei que já existe e deixa trabalhadores inseguros quanto à titulação

Após várias tentativas dos sindicatos em negociar o imediato pagamento da titulação, que já foi aprovada pela Câmara Municipal, o prefeito ouviu os trabalhadores somente depois de uma manifestação com a participação de entidades sindicais da cidade.

Diante de vários recuos de Roberto Naves em pagar o que já é de direito, o prefeito avisou que a Prefeitura irá pagar a titulação, desde que a mesma lei seja novamente votada na Câmara em sessão extraordinária. Sua alegação? Para ele, a lei anterior não continha a previsão de impacto financeiro nos cofres da Prefeitura, explicação que não convence os servidores, de acordo com informações do SindiAnápolis. Na lei que será votada no ano que vem, o impacto estará previsto.

“O servidor público municipal está desacreditado. Foi aí que a central sindical e os sindicatos, já pensando que o prefeito pode desistir de pagar a titulação, elaboraram um termo de acordo, em que o prefeito Roberto Naves assume o compromisso por escrito de sancionar no ano que vem a lei da Titulação, desde que não haja alteração alguma em seu teor”, explicou a presidente Regina Faria.

“Este documento não tem segurança jurídica, mas traz uma segurança moral e política caso Naves venha descumprir o que ficou acordado com os sindicatos em reunião. A pergunta que fica é a seguinte: Então, senhor prefeito, você vai finalmente respeitar os direitos dos trabalhadores?”, concluiu Regina Faria.

 

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